Taylor Swift: Speak Now World Tour (2011)


Somos julgados até por não fazer nada.


Me poupe da sua falsidade, e eu te pouparei da minha grosseria.


E ontem, eu desisti. Desisti de tudo que eu mais queria, daquilo que eu mais desejava. O coração palpitava de vontade, mas eu resisti e desisti. E desistirei sempre que for necessário, sempre que eu estiver perto do fundo do poço. Depois do não, depois do ‘fim’, desejei que Deus me dê forças e fé, muita fé para continuar. Porque não vale a pena, não compensa. Porque tem pessoas que não valem a pena.
Caio Fernando Abreu (via b-ecoming)

Odeio pessoas secas, sem humor, certinhas.


Eu não assisto programas, não me sento no sofá com frequência, meus amigos não me visitam e eu uso óculos de grau. As pessoas dizem que não saio de casa, que eu sou louco, mas a maioria nem fala comigo. Sem ter a certeza de que viverei amanhã, eu me contento com os sonhos que carrego. Semana passada mataram um homem, um cachorro latiu enquanto eu caminhava em silêncio, e meu tio dirigia um carro longe daqui. Eu odeio o sol, o calor e o suor. Nasci no inverno, e sempre preferi os edredons. Eu não sei falar ao celular e andar ao mesmo tempo, eu acho que existem dragões em meu guarda-roupa, e sempre brinquei debaixo do chuveiro. Eu não me engano, mas me contorno. Sempre quis ser um guerreiro medieval. Às vezes prefiro o campo, mas outras quero no rosto a garoa do céu acinzentado de uma metrópole que cresce descontroladamente. O meu perfume é doce e todo mundo reclama que eu passo demais. Até mesmo quando eu não passo. Ninguém desvenda o mistério nos meus olhos, ninguém olha neles. Eu sorrio fácil, algumas pessoas têm o dom de me fazer sentir um aconchego apenas por estar perto. Eu coleciono coisas que roubei dos meus amigos. E tenho dor de cabeça com frequência. Tudo que eu toco, quebra. Eu nunca tive sorte. Eu sou engraçado, até mesmo quando sério, pois mordo a língua como um leão pra passar a raiva. As pessoas me convidam, mas eu nunca apareço. Ninguém sabe por onde eu ando, nem o que comi no almoço. Esperam que eu ajude em algo que não sei dar nome. A verdade é que as pessoas não me conhecem, não sabem a cor do meu cabelo, nem porque eu comprei um chinelo novo. A verdade é que elas precisam de alguém além delas mesmas, além da imagem fétida que veem no espelho do quarto, além da bailarina que dança na caixa de música. A verdade é que esse cara não sou eu. Eu não tenho esse costume de dançar a música dos outros, e nada tenho comigo, além de um cachorro que dorme em minha cama. Esse casaco não é meu, não fui eu quem dirigiu até aqui. Eu faço parte do sereno, mas não sou o orvalho. Os emaranhados do meu cabelo são como nós, porque eu nunca me importei com isso. Eu não sou o que conhecem, eu vou além do suco de morango e da bendita preguiça de fazer compras. Eu não sou Eu.
— Esse cara não sou eu, Adriano C.  (via antigas-cartas)

Se ele errou e você perdoou, esqueça o erro. Se ele errou e você não consegue perdoar, esqueça ele.


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